Sumir nunca havia ido uma opção, talvez seja a saída, se manter a uma distancia segura, para não cair na tentação de dominá-la. Sim, isso o que ele faz, primeiro busca refugio no seio de seu lar, mas esse lugar já está impregnado dela, para todos os lados, ela está sentada em seu sofá, imediatamente olha para o lado e lá está ela no banco do corredor tirando seus saltos depois de uma longa festa, foge para o banheiro, mas ela também está lá tomando banho e chamando por ele, parece eu ele tem que fugir de sua própria casa.
Na rua, procura por um bar aberto, um lugar que ela não conheça, por que continua a pensar nela? Beber...beber é a solução? Tanto importa, ficar fora de si a essa hora da noite “definitivamente minha melhor escolha” e entra no boteco mais próximo. Entra, senta e bebe. Derrepente ela entra pela porta, “não acredito” pensa ele, finge que não a viu, abaixa a cabeça e disfarça estar mexendo no celular. Depois de um tempo ergue os olhos novamente, ela já não está mais lá. Quando percebe “olha ela lá!” conversando com o barman, mas espera...ela trocou de roupa? Barulho de porta fechando...ali! Ela sentando em uma mesa...indo ao banheiro...beijando o jogador de bilhar...tomando uma cerveja...saindo do bar sozinha? “Devo é estar ficando louco”, louco não, bêbado já está desde a primeira aparição dela nessa espelunca. Paga a conta e vai embora, antes ela, porém única, do que mil, mas nenhuma ela verdadeira.
Segue para casa, quase não encontra a fechadura, ela insiste em se mexer! Deita na cama, por instinto a procura no travesseiro ao lado...é inútil! Pensa em correr para a rua e gritar “Steeeeella” como já fez Marlon Brando...não ela não se chama Stella...acaba adormecendo entorpecido pelo perfume dela, que ainda paira sobre sua leito. Seu leito era se refugio ante que ela aparecesse em sua vida, agora piorou tudo, ela não lhe sai dos pensamentos mesmo em sonhos de bêbado!
(FIM)
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Um comentário:
Isso aconteceu uma vez comigo
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