terça-feira, 21 de agosto de 2007

Concretizar

Estranho como é preciso ver para crer.

Hoje comprovei a veracidade deste "provérbio"...dito popular...sei lá, estranho porque é como se você não ver não aconteceu , seguindo linha "o que os olhos não vêem o coração não sente", as coisas parecem não ser reais.

Sensação esquisita, espero que passe logo, ou que passe quando for o momento.

Não esquecemos das pessoas que amamos, apenas seguimos com nossos dias e deixamo-nas descansar, depois dessa grande batalha chamada vida.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Ventos do Mar de Vigo

Houve um tempo, onde duas pessoas andavam na mesma direção, com seus ventos soprando sempre sincronizados e essas duas pessoas podiam, assim, seguir em frente juntas.

Mas então, veio a tempestade e cada vento soprou para um lado, colocando os dois amantes a caminharem em direções opostas e estes se afastaram mais e mais, se afastaram tanto que se esqueceram um do outro.

Hoje, os ventos se reencontraram, os amantes caminham lado a lado, mas já não se lembram que eram companheiros de vida, mal olham para o lado e quando o fazem não se reconhecem, são estranhos.


Verônica S. Rodriguez

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Coração de Vidro

Ele parece tão frágil
A de segurar com as duas mãos
Para não deixar haver hipótese
De cair e se desfazer em micro pedaços

Micro pedaços são tão difíceis de colar de volta
Todos em seus respectivos lugares
E quando caem, vão para longe do nosso alcance
Mas é preciso recolher todos e cola-los juntos

Não pode faltar nem sobrar cola
A quantidade faz toda a diferença
Muita, não há como ficar delicado
e as pontas podem machucar
Pouca, fica muito delicado
e qualquer esbarro pode quebrar de novo


Autor: eu mesma

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Al Otro Lado Del Río

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

El día le irá pudiendo
poco a poco al frío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Sobre todo creo que
no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama
casi un suspiro
Rema, rema, rema-a
Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo
lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Yo muy serio voy remando
muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Sobre todo creo que
no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama
casi un suspiro
Rema, rema, rema-a
Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
creo que he visto una luz
al otro lado del río

Jorge Drexler