sábado, 28 de março de 2009

Leia o post "JUNTEI OS CONTOS..." - ELA E ELE

Eles eram dois tolos a procura de alguém que os completasse, mesmo se perguntando se esse alguém realmente existe, ela e ele sabem que esperar pelo príncipe/princesa encantados é inútil, porque esses simplesmente não existem. Ambos depositam desesperadamente todas suas esperanças no próximo relacionamento, como se este tivesse a obrigado de ser perfeito, cobrando uma perfeição inatingível do próximo parceiro, e matando a relação aos poucos, até substituírem a atração que uniu os uniu com esses parceiros por repulsa, o carinho por destrato, o amor por indiferença.
Desde que se conheceram, ela se esforça para que ele não saiba o que ela sente por ele, ele por sua vez tenta ao máximo que ela perceba que ele gosta dela. Mas quanto disso é real e quanto é dissimulação?
Fácil de mais seria se ambos demonstrassem sues verdadeiros sentimentos, a vida amorosa dela e dele seria tão mais simples e o drama quase inexistente. Porem ela pensa tanto no próximo passo e reflete tanto nas palavras ditas por ele, ela pede que ele seja mais claro, mas mesmo quando está tudo bastante explicito, ela procura por “entre linhas”, mesmo que estas não estejam ali. Ele por sua vez percebe todas as dificuldades que ela tem de se entregar para alguém, quer explorar esse ponto fraco nela, que quebrar-lhe o escudo onde ela se protege por detrás, quer entrar em seu coração.
Mas por quê? Por que ela se protege tanto assim dele? Por que ele precisa tanto possuí-la? Talvez eles já tenham se esquecido por que entraram nesse jogo, porem ela e ela tem consciência que nessa brincadeira ambos serão atingidos, em alguma profundidade “Que seja ele”, pensa ela. “Que caia ela”, pensa ele. Entretanto, nessa de gato e rato, quem perde são os dois, ela e ele.

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Leia o post "JUNTEI OS CONTOS..." - PARTE 2 - Ele

Mas sumir assim? Como um covarde? Ele sabe que não é covarde, apenas está realmente muito cansado de tudo o que ela o faz fazer, ele sente que se humilha frente a ela, mas por que? Ele anda se esquecendo dos motivos que fizeram ele entrar nessa, já não se lembra o que o “impele” a se desgastar por ela, porque toda vez que ela não acredita no que ele diz, se por um lado isso alimenta a vontade que ele nutre em conquistá-la, por outro o deixa cada dia mais pessimista em relação a ele mesmo.

Sumir nunca havia ido uma opção, talvez seja a saída, se manter a uma distancia segura, para não cair na tentação de dominá-la. Sim, isso o que ele faz, primeiro busca refugio no seio de seu lar, mas esse lugar já está impregnado dela, para todos os lados, ela está sentada em seu sofá, imediatamente olha para o lado e lá está ela no banco do corredor tirando seus saltos depois de uma longa festa, foge para o banheiro, mas ela também está lá tomando banho e chamando por ele, parece eu ele tem que fugir de sua própria casa.

Na rua, procura por um bar aberto, um lugar que ela não conheça, por que continua a pensar nela? Beber...beber é a solução? Tanto importa, ficar fora de si a essa hora da noite “definitivamente minha melhor escolha” e entra no boteco mais próximo. Entra, senta e bebe. Derrepente ela entra pela porta, “não acredito” pensa ele, finge que não a viu, abaixa a cabeça e disfarça estar mexendo no celular. Depois de um tempo ergue os olhos novamente, ela já não está mais lá. Quando percebe “olha ela lá!” conversando com o barman, mas espera...ela trocou de roupa? Barulho de porta fechando...ali! Ela sentando em uma mesa...indo ao banheiro...beijando o jogador de bilhar...tomando uma cerveja...saindo do bar sozinha? “Devo é estar ficando louco”, louco não, bêbado já está desde a primeira aparição dela nessa espelunca. Paga a conta e vai embora, antes ela, porém única, do que mil, mas nenhuma ela verdadeira.

Segue para casa, quase não encontra a fechadura, ela insiste em se mexer! Deita na cama, por instinto a procura no travesseiro ao lado...é inútil! Pensa em correr para a rua e gritar “Steeeeella” como já fez Marlon Brando...não ela não se chama Stella...acaba adormecendo entorpecido pelo perfume dela, que ainda paira sobre sua leito. Seu leito era se refugio ante que ela aparecesse em sua vida, agora piorou tudo, ela não lhe sai dos pensamentos mesmo em sonhos de bêbado!
(FIM)
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