Não fui para Passargada
Lá não é o meu lugar
Lá a existência é inútil
E os dias custam a passar
Também não fui para Itatiba
Não gosto de casas entre bananeiras
O burro passa tão devagar
Que me canso só de pensar
Na minha aldeia não tem rio
Nem mais nem menos importante
Que o Tejo, na minha aldeia
Apenas não tem rio nenhum
Na minha terra não tem palmeiras
Tão pouco há sabiás
Aqui só tem goiabeiras
E uma porção de siriemas
(Eu)
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